Política / Eleições 2026
Gerson Claro admite disputar o Senado, mas condiciona decisão ao projeto de Riedel e Reinaldo
Presidente da Alems afirma que definição precisa ocorrer até 5 de abril e reforça prioridade na reeleição do governador e na eleição de Azambuja
25/02/2026
16:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro (PP), declarou nesta quarta-feira (25) que está disposto a disputar uma das duas vagas ao Senado em 2026. A eventual candidatura, contudo, depende da estratégia do partido e das alianças que serão consolidadas nas próximas semanas.
Segundo ele, a definição precisa ocorrer até 5 de abril. “Dia 6 eu já não quero mais”, afirmou, sinalizando que, após esse prazo, manterá sua candidatura à reeleição como deputado estadual.
Gerson deixou claro que o foco principal do grupo é a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP)** e a eleição do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL)** ao Senado.
“O cenário tem que ser desenhado para facilitar esses dois projetos”, declarou.
Para o parlamentar, a definição da segunda vaga ao Senado deve considerar qual nome agregará mais votos ao projeto majoritário. Ele ressaltou que não se trata apenas de desempenho em pesquisas, mas de capacidade de contribuir com a eleição do governador e de Azambuja.
Questionado sobre o interesse pessoal, Gerson reconheceu a relevância institucional do cargo. “Eu sinto que é mais que governador”, afirmou, ao comentar o peso político do Senado.
Ainda assim, reforçou que a decisão será coletiva e estratégica. “O partido disputa poder. É a aliança que você tem que vai definir se você abre mão ou não.”
Gerson destacou o protagonismo do PP no Estado, citando o governador, lideranças municipais e a estrutura partidária consolidada. Também mencionou que o cenário nacional poderá influenciar diretamente a composição local, inclusive com eventual participação da senadora Tereza Cristina (PP) em chapa presidencial.
Segundo ele, uma eventual candidatura nacional da senadora poderia impactar a formação das vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul.
No campo ideológico, reafirmou que o projeto eleitoral do grupo é contrário ao PT. “O projeto político eleitoral é contra o PT”, pontuou, embora tenha reconhecido que o partido já participou da gestão estadual em períodos anteriores.
Ao justificar a prioridade na reeleição de Riedel, Gerson destacou indicadores positivos do governo, como investimentos em infraestrutura, regionalização da saúde, expansão do saneamento e fortalecimento da economia estadual.
Ele afirmou que o Estado vive momento de credibilidade externa e confiança de investidores, o que, na avaliação dele, fortalece o projeto de continuidade administrativa.
Apesar de admitir a possibilidade de disputar o Senado, Gerson Claro reiterou que sua candidatura natural segue sendo à Assembleia Legislativa. A decisão final, porém, será tomada até o início de abril.
“Eleição é estratégia. Quem vai ajudar mais a eleger o Riedel e o Reinaldo? É isso que vai definir”, concluiu.
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