Política / Educação
Pedro Kemp cobra reajuste para professores convocados após garantia de piso nacional por Lula
Deputado pede que Governo Riedel aplique 5,4% aos efetivos e promova equiparação salarial no Estado
24/02/2026
11:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Pedro Kemp (PT) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (24), para defender a aplicação do reajuste do Piso Nacional do Magistério aos professores da rede estadual e cobrar do governador Eduardo Riedel (PSDB) a equiparação salarial dos docentes convocados.
Durante o pronunciamento, Kemp detalhou os efeitos da Medida Provisória nº 1.334, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assegura reajuste de 5,4%, correspondente à inflação acumulada, preservando o ganho real do piso nacional da categoria.
Segundo o parlamentar, a medida atende reivindicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), presidida pela sul-mato-grossense Fátima Silva, e deve servir de referência para a política salarial estadual.
Kemp afirmou que o Executivo estadual precisa aplicar o índice de 5,4% aos professores efetivos e promover reajuste superior aos convocados, com objetivo de reduzir a diferença salarial entre as duas categorias.
De acordo com o deputado, os professores convocados atualmente recebem cerca de 50% a menos que os efetivos. Ele recordou que, em período anterior, a diferença salarial era de 32%, mas teria se ampliado ao longo dos últimos anos.
O parlamentar também mencionou compromisso firmado pelo governador durante a campanha eleitoral, quando teria assinado documento na sede da FETEMS prometendo equiparação salarial.
Outro ponto destacado foi a necessidade de realização de concurso público para a rede estadual, com redução do número de professores temporários. Segundo Kemp, a predominância de contratos temporários contraria o princípio constitucional do ingresso por concurso e impacta a valorização da carreira.
O deputado defendeu que a situação seja acompanhada pelos órgãos de controle e reiterou expectativa de que, até o mês de maio, o governo estadual anuncie medidas concretas para valorização dos professores convocados.
O debate ocorre em meio às discussões sobre financiamento da educação básica e política de valorização do magistério no país, especialmente diante da atualização anual do piso nacional definido pelo governo federal.
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