Política / Eleições 2026
Marquinhos Trad é cogitado para disputar vaga federal em articulação liderada por Fábio Trad
Movimentação ocorre após saída de Vander Loubet da corrida à Câmara e pode redefinir estratégia da federação PT/PV
13/02/2026
07:30
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A coligação articulada pelo deputado Fábio Trad (PT) avalia mudanças na composição da chapa para a eleição de outubro, com possível reposicionamento do ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PDT), na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Atualmente pré-candidato a deputado estadual, Marquinhos passou a ser incentivado por aliados a migrar para a corrida federal. A movimentação ocorre após a decisão de Vander Loubet (PT) de disputar o Senado, o que altera o cálculo eleitoral da federação PT/PV na busca por duas cadeiras na Câmara.
O entendimento de integrantes do grupo é de que Marquinhos teria densidade eleitoral suficiente para ampliar o desempenho da chapa federal e contribuir para a eleição de dois deputados. Hoje, segundo avaliações internas e levantamentos preliminares, apenas a deputada federal Camila Jara (PT) apresenta potencial expressivo de votos, mas insuficiente, isoladamente, para assegurar duas vagas.
Sem Vander na disputa proporcional, a federação teme perder competitividade e conquistar apenas uma cadeira.
Para disputar a eleição federal dentro da federação, Marquinhos precisaria deixar o PDT, legenda pela qual atualmente exerce mandato. A eventual migração implicaria risco político relevante: em caso de derrota, poderia perder o mandato proporcional, dependendo das circunstâncias jurídicas e partidárias da mudança.
A alternativa em análise seria a filiação ao PV, partido que integra a federação com o PT, fortalecendo a nominata federal.
Dirigentes avaliam que o PDT não dispõe, no momento, de nomes com capacidade de atingir o patamar estimado de aproximadamente 150 mil votos, considerado estratégico para viabilizar duas vagas federais no bloco.
Além de Marquinhos, o grupo também aposta no nome de Carlos Bernardo, que disputou a Prefeitura de Ponta Porã em 2024. No entanto, há questionamentos sobre eventual pendência na Justiça Eleitoral.
Procurado, Carlos Bernardo afirmou estar apto a concorrer e apresentou certidão de quitação eleitoral. Em declaração, disse estar regular “para provocar diarreia em alguns”, em tom irônico.
Candidaturas com pendências judiciais podem ter votos contabilizados como sub judice, permanecendo válidos até julgamento definitivo.
Pelas regras eleitorais, cada coligação pode lançar até nove candidatos a deputado federal. A definição final da chapa dependerá das negociações partidárias e do prazo legal para filiações e registro de candidaturas.
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