Coluna do Simpi
SIMPI alerta para novos custos, multas automáticas e cenário econômico desafiador em 2026
Reajuste do MEI, fim da tolerância da Receita Federal e ano eleitoral elevam a necessidade de planejamento financeiro para micro e pequenas empresas
13/01/2026
20:30
SIMPI
DA REDAÇÃO
🔹 Reajuste do boleto mensal do MEI deve chegar até R$ 200 por mês
A partir de fevereiro de 2026 passam a valer os novos valores do Documento de Arrecadação do Simples Nacional do Microempreendedor Individual (DAS-MEI), referentes ao pagamento do mês de janeiro, e o reajuste atinge todos os microempreendedores individuais, exigindo mais atenção ao planejamento financeiro.
Com a mudança, o valor mensal fica em R$ 82,05 para quem atua no Comércio e na Indústria, R$ 86,05 para Serviços e R$ 87,05 para Comércio e Serviços.
No caso do MEI Caminhoneiro, os valores são mais altos e variam entre R$ 195,52 e R$ 200,52, conforme o tipo de produto transportado e o local de destino.
Técnicos alertam que o aumento torna ainda mais importante organizar as contas para evitar atrasos, multas e desequilíbrios no orçamento, recomendando revisão de custos operacionais e, quando necessário, reavaliação dos preços finais de produtos e serviços.
Especialistas, porém, ponderam que repassar custos para o consumidor deve ser feito com cautela, já que aumentos podem afetar as vendas; por isso, a orientação é também realizar pesquisa de mercado e observar os valores praticados pela concorrência antes de qualquer ajuste.
Outro ponto de atenção são os prazos: o DAS-MEI é mensal, e o atraso pode gerar juros e multas, além de comprometer o acesso a benefícios previdenciários. Buscar orientação com instituições de apoio ao empreendedor ou profissionais da área é indicado para reduzir impactos e melhorar a organização financeira.
O DAS-MEI é composto por valores fixos que incluem a contribuição ao INSS (5% do salário-mínimo), além de R$ 5 de ISS para prestadores de serviços e R$ 1 de ICMS para quem atua no comércio, na indústria ou no transporte intermunicipal e interestadual.
Já para o MEI Caminhoneiro, a principal diferença está na contribuição previdenciária, que é de 12% do salário-mínimo, o que explica o valor mais elevado da guia.
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🎥 Assista: https://youtu.be/4D5s6Ffv3g4
A Receita Federal tem orientado e alertado empresários das micro e pequenas empresas, especialmente os optantes do Simples Nacional, sobre alterações previstas para 2026 quanto à aplicação de multa relacionada ao atraso na entrega das declarações mensais e da declaração anual referentes ao faturamento.
A declaração mensal deve ser entregue até o dia 20 do mês subsequente ao da ocorrência do fato gerador. A declaração anual deve ser apresentada até o dia 31 de março do ano seguinte ao exercício do faturamento, o que estabelece como prazo final 31 de março de 2026 para as informações do ano-base anterior.
De acordo com a análise de Marcos Tavares, advogado, em 2026 as multas passarão a ser aplicadas de forma automática após o atraso na entrega das declarações. Em 2025, existia um período de tolerância de até quatro meses, que deixará de ser adotado.
Com o descumprimento do prazo, a empresa passa a constar como irregular e fica sujeita à penalidade. O advogado aponta que as empresas devem manter as declarações em dia e acompanhar eventuais pendências, divergências ou atrasos por meio do e-CAC da Receita Federal e do portal do Simples Nacional.
Esse acompanhamento permite a verificação da situação fiscal e o controle das obrigações acessórias. A regularidade das declarações contribui para evitar contratempos, autuações e o risco de desenquadramento do Simples Nacional, além da possibilidade de cobrança de valores retroativos.
🎥 Assista: https://youtu.be/Ib4Tk0KLwI4
O ano de 2025 foi encerrado com taxa de desemprego em torno de 5,4% no Brasil, segundo dados disponíveis. A redução do desemprego e o aumento do salário real indicam, em princípio, melhora no mercado de trabalho.
No entanto, dados dos setores industrial, comercial e de serviços apontam queda na atividade da indústria e do comércio e estabilização no setor de serviços.
De acordo com Otto Nogami, economista, essa divergência ocorre porque a metodologia considera como desempregado quem não trabalha e procurou emprego nos últimos 30 dias. Quem deixa de procurar sai da estatística de desemprego e passa a ser considerado fora da força de trabalho.
Há indícios de redução no número de pessoas que buscam emprego formal, com aumento da opção por atividades autônomas ou temporárias. Isso altera a leitura dos dados e afeta a interpretação do mercado de trabalho.
Segundo Nogami, a menor procura por emprego pode gerar impactos no setor produtivo, dificultando o atendimento da demanda por trabalhadores e afetando produtividade e competitividade.
🎥 Assista: https://youtu.be/Q40S0B0_kew
O ano de 2026 ocorre em contexto eleitoral, o que tende a influenciar o comportamento dos mercados e o ambiente econômico. A expectativa é de maior oscilação da bolsa ao longo do período, acompanhando o ritmo da campanha e dos debates públicos.
De acordo com Hudson Bessa, professor da FGV, a inflação segue trajetória de desaceleração gradual em direção à meta, enquanto a taxa de juros tende a recuar de forma progressiva.
O cenário fiscal ganha relevância devido ao aumento de gastos públicos típico de anos eleitorais, o que pode exigir ajustes a partir de 2027.
O professor também observa que o setor externo demonstrou capacidade de adaptação diante das restrições comerciais, com redirecionamento de exportações para outros mercados, ajudando a acomodar perdas e influenciar o câmbio.
Segundo Bessa, inflação, juros, balanço de pagamentos e política fiscal devem ser acompanhados de perto ao longo de 2026.
🎥 Assista: https://youtu.be/bpdpuGtkW8E
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