Campo Grande (MS), Domingo, 11 de Janeiro de 2026

Interior / Corumbá

Câmara de Corumbá abre processo ético contra vereador Elio Moreira Júnior por ameaças a ambulante

Comissão de Ética terá até 90 dias para apurar conduta do parlamentar após episódio que gerou investigação criminal

11/01/2026

08:30

DA REDAÇÃO

Membros e suplentes de comissão se reuniram ©Diário Corumbaense

A Câmara Municipal de Corumbá instaurou um procedimento ético-disciplinar para apurar as ameaças feitas pelo vereador Elio Moreira Júnior (PP) contra o vendedor ambulante José Elizeu, em episódio ocorrido no dia 27 de dezembro de 2025. A abertura da apuração foi determinada pela Mesa Diretora e formalizada na última sexta-feira (9), conforme informação do Diário Corumbaense.

O procedimento foi iniciado após ofício enviado pelo presidente da Câmara, Ubiratan Canhete de Campos Filho (PSDB), ao presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, Roberto Gomes Façanha (PP), que convocou imediatamente os membros do colegiado para dar início à apuração.

A comissão terá prazo máximo de 90 dias para concluir os trabalhos e apresentar um parecer, que será submetido à votação do plenário da Câmara Municipal.

Quem compõe a Comissão de Ética

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Corumbá é formada por:

  • Roberto Gomes Façanha (PP) – presidente

  • Hesley Sant’Ana (PSB) – primeiro membro

  • Hanna Santana (MDB) – segundo membro

  • Jovan Temeljkovitch (PDT) – primeiro suplente

  • Alexandre Vasconcellos (PSDB) – segundo suplente

Vereador é investigado por crimes

Além do processo político na Câmara, o caso também é alvo de investigação criminal pela Delegacia Regional de Polícia Civil de Corumbá.

Segundo o delegado regional Fabrício Dias dos Santos, o vereador Elio Moreira Júnior foi enquadrado nos seguintes crimes contra José Elizeu:

  • Injúria – pena de 3 meses a 1 ano de detenção

  • Ameaça – pena de 1 a 6 meses de detenção

  • Dano – pena de 1 a 6 meses de detenção

“Agora as próximas providências estão a cargo do Ministério Público e do Judiciário”, afirmou o delegado.

Durante a apuração, foram colhidos depoimentos de todas as partes, além de testemunhas civis, policiais militares e policiais civis de plantão. A Polícia Civil também analisou:

  • Imagens das câmeras internas e externas da delegacia

  • Registros do sistema

  • Relatórios de plantão

  • Vídeos que circularam nas redes sociais

Como ocorreu o episódio

A confusão aconteceu no fim da tarde do dia 27 de dezembro de 2025, em frente à lanchonete da família do vereador, localizada na Rua Delamare, região central de Corumbá.

De acordo com as imagens gravadas pelo próprio ambulante, o conflito começou após uma discussão com a esposa do vereador, que estava no estabelecimento. José Elizeu havia parado em frente ao local para vender seus salgados.

No vídeo:

  • Elio Moreira Júnior afirma ser o proprietário da lanchonete

  • Acusa o ambulante de incomodar sua esposa

  • Faz ameaças

  • Quebra o isopor usado pelo vendedor para guardar os salgados

  • Ele e a esposa exigem que as imagens sejam apagadas

Tentativa de retratação e denúncia de coação

Horas depois do episódio, José Elizeu publicou um vídeo dizendo:

“Eu me alterei, eles também se alteraram, então, pessoal, não levem isso adiante”.

No entanto, no dia seguinte, o ambulante fez uma nova postagem afirmando que teria sido forçado a gravar o vídeo de retratação. Diante disso, a Polícia Civil abriu procedimento interno para apurar a denúncia de que um policial civil teria coagido o vendedor.

Vereador admite erro

O vereador Elio Moreira Júnior se pronunciou por meio de vídeo, no qual afirmou ter “perdido a cabeça” durante o ocorrido.


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