Política
Reunião de secretários em MS pode definir saídas do governo e movimentar cenário eleitoral de 2026
Eduardo Rocha confirma encontro nesta quinta-feira (23) e indica que nomes como Jaime Verruck e Marcelo Miranda devem deixar cargos para disputar eleições
22/10/2025
08:05
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Uma reunião considerada decisiva para o futuro político do governo de Mato Grosso do Sul será realizada nesta quinta-feira (23). O encontro, convocado pelo secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha (MDB), deve marcar o início das definições sobre quem permanece e quem deixará o governo de Eduardo Riedel (PSDB), especialmente entre os secretários que pretendem disputar cargos nas eleições de 2026.
Segundo Eduardo Rocha, a pauta inclui a possibilidade de exoneração de secretários pré-candidatos, entre eles Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), que deve concorrer a uma vaga na Câmara Federal, e Marcelo Miranda, da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), cotado para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
“Ainda vou conversar com o governador, mas vou sair logo, porque preciso organizar minha campanha”, afirmou Rocha, sinalizando também sua própria saída do cargo em breve, embora sem data definida.
Este deverá ser o segundo movimento político de Riedel desde sua saída formal do PT da base governista nacional, iniciando um processo de rearranjo interno entre os partidos aliados para a formação do arco de apoio à sua reeleição em 2026.
A expectativa é que a reunião alinhe estratégias e mapeie os secretários e assessores que devem deixar o governo para se dedicarem às campanhas eleitorais — incluindo nomes ligados a siglas como PL e PP, que permanecem aliados localmente, mas enfrentam divergências na esfera nacional.
Rocha também comentou as especulações sobre o futuro da ministra Simone Tebet (MDB), destacando sua força política tanto em Mato Grosso do Sul quanto em São Paulo, além do bom relacionamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Simone está bem aqui, bem lá em São Paulo e também tem um trânsito muito bom com o presidente Lula. Agora, isso só vai ser decidido em fevereiro ou março”, afirmou o secretário.
Com a proximidade do ano eleitoral, o governo estadual começa a reorganizar seu núcleo político, equilibrando a gestão administrativa e as ambições eleitorais de seus integrantes.
O movimento também serve como termômetro para a recomposição de forças partidárias, especialmente entre as legendas que compuseram a base de Riedel em 2022 e que agora buscam reposicionamento estratégico diante da corrida sucessória de 2026.
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