Direitos Humanos e Justiça
Movimento feminista protesta em São Paulo contra absolvição de Daniel Alves na Espanha
Ato simbólico denuncia impunidade em casos de violência sexual e cobra justiça para vítimas
04/04/2025
21:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Na manhã desta sexta-feira (4), representantes de coletivos feministas realizaram um protesto em frente ao Consulado Geral da Espanha em São Paulo, manifestando indignação com a decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, que absolveu o ex-jogador Daniel Alves da condenação por violência sexual.
A manifestação foi pacífica e contou com cartazes, encenação com tinta vermelha representando sangue e notas de dinheiro espalhadas pelo chão, como crítica simbólica à impunidade e à influência econômica em decisões judiciais.
O ato, promovido por diversos movimentos feministas, teve como objetivo expressar solidariedade internacional às vítimas de violência de gênero e denunciar o que consideram um retrocesso no enfrentamento à violência contra as mulheres.
“A absolvição de Daniel Alves soa como um escândalo jurídico. Tememos o aumento da subnotificação de crimes sexuais diante desse tipo de mensagem: a de que a justiça falha com as vítimas”, declararam as entidades organizadoras do protesto.
As manifestantes também afirmaram que a decisão pode impactar negativamente a aplicação de legislações protetivas como a lei “No es No” e a lei “Não se Cale”, tanto no Brasil quanto na Espanha, enfraquecendo a confiança da sociedade nas instituições e no sistema de justiça.
Daniel Alves, ex-jogador da Seleção Brasileira, foi acusado de estuprar uma mulher de 23 anos no banheiro de uma boate em Barcelona, em dezembro de 2022. Em fevereiro de 2024, ele havia sido condenado a 4 anos e 6 meses de prisão por agressão sexual — termo equivalente ao estupro, segundo a legislação espanhola.
O jogador chegou a cumprir 1 ano e 4 meses de prisão e foi solto após o pagamento de uma fiança de 1 milhão de euros.
No entanto, a Câmara de Apelações do Tribunal de Justiça da Catalunha reverteu a condenação em março de 2025, alegando inconsistências entre o depoimento da vítima e as imagens de câmeras de segurança da boate, não sendo possível comprovar a ausência de consentimento com base nas evidências apresentadas.
A decisão foi amplamente criticada por organizações de defesa dos direitos das mulheres, que consideram o veredito um perigoso precedente de descredibilização das vítimas de violência sexual.
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