Justiça
Estudante de Medicina que atropelou e matou corredora em Campo Grande é solto após 35 dias preso
Defesa alega excesso de prisão e questiona “repercussão midiática”; TJMS concedeu liminar e jovem responderá em liberdade
21/03/2025
15:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O estudante de Medicina João Vitor Fonseca Vilela, de 22 anos, acusado de atropelar e matar a corredora Danielle Correa de Oliveira, foi solto nesta sexta-feira (21) após decisão liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). O acadêmico estava preso há 35 dias no Centro de Triagem de Campo Grande e responderá ao processo em liberdade.
A liberação foi autorizada pelo juiz substituto em 2º grau Alexandre Branco Pucci, da 2ª Vara Criminal da Capital, que deferiu o pedido de habeas corpus da defesa.
Ao deixar o presídio, João Vitor foi acompanhado por seus advogados, entre eles José Roberto Rodrigues da Rosa, que argumentou que a prisão foi motivada por pressão midiática e condição socioeconômica do réu.
“João é um jovem dedicado que cometeu esse pecado. Sentimos pela perda de uma vida, mas do outro lado também há uma família sofrendo com essa custódia”, afirmou o advogado.
A defesa sustenta que o caso não configura homicídio doloso e que, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o ato deveria ser classificado como homicídio culposo – sem intenção de matar. Também foi destacada a conduta exemplar do estudante e sua origem em uma "boa família".
“Vivemos numa sociedade onde se pune o estudioso, onde se pune famílias com maior poder aquisitivo. Outros casos semelhantes não receberam o mesmo tratamento”, criticou José Roberto.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o crime ocorreu por volta das 6h da manhã do dia 14 de fevereiro, na rodovia MS-010. João Vitor dirigia em zigue-zague, forçando ultrapassagens, quando atropelou duas corredoras: Danielle Correa de Oliveira, que morreu no local, e Luciana Timóteo da Silva Ferraz, que ficou ferida.
A acusação do MP inclui:
Testemunhas afirmaram que as vítimas participavam de um treino em grupo quando foram atingidas. O laudo apontou sinais de embriaguez ao volante, o que agravou o caso perante a Promotoria.
A morte de Danielle provocou grande comoção nas redes sociais e entre grupos de corrida de Campo Grande. Amigos e familiares acompanharam a audiência de custódia do acusado e realizaram homenagens à vítima, exigindo justiça e punição exemplar.
João Vitor responderá ao processo em liberdade, mas o caso continua tramitando na Justiça. Ainda não há data marcada para o julgamento.
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