POLÍTICA
Aposentados insistem na luta contra descontos: protestos marcam primeiro dia de trabalhos na ALEMS
Manifestantes, com faixas e cartazes, exigem isenção dos 14% de contribuição previdenciária enquanto governador Eduardo Riedel atende aos protestos
04/02/2025
09:25
DA REDAÇÃO
Governador do Estado, Eduardo Riedel (de terno, de costas), cumprimenta manifestantes na entrada da Alems (Foto: Marcos Maluf)
No retorno dos trabalhos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) nesta terça-feira (4), a insatisfação dos aposentados voltou às ruas. Há um ano e oito meses, os servidores aposentados protestam contra o desconto de 14% da contribuição previdenciária, e a manifestação se repetiu no primeiro dia do ano legislativo, com cerca de 40 aposentados reunidos em frente ao prédio da ALEMS.
Munidos de faixas e cartazes, os manifestantes fizeram sua presença ser notada logo na entrada da assembleia. Entre os líderes do protesto, destaca-se a aposentada Auxiliadora Darc Barbosa, de 68 anos, que afirmou com firmeza:
“Vamos continuar até a derrubada.”
A pressão dos aposentados já resultou no agendamento de uma reunião com o secretário estadual da Casa Civil, Eduardo Rocha, para discutir a questão dos descontos.
Durante a sessão de retorno do ano legislativo, o governador Eduardo Riedel compareceu ao local. Após hastear a bandeira e entoar o Hino Nacional, o governador realizou a revista da tropa da Polícia Militar e cumprimentou os deputados estaduais que aguardavam na entrada da ALEMS. Em um gesto de aproximação, Riedel parou para abraçar e trocar algumas palavras com os aposentados, antes de se dirigir ao plenário para iniciar a sessão.
Ao longo dos últimos meses, os deputados estaduais engajaram-se em negociações com o governo que culminaram na aprovação da Lei 178/2024. Essa lei, sancionada em setembro do ano passado, isenta aposentados e pensionistas portadores de comorbidades dos 14% de contribuição previdenciária. Contudo, os manifestantes afirmam que a isenção ainda não atingiu todos os que necessitam e, por isso, a luta pelo fim do desconto persiste.
Auxiliadora ressaltou que as negociações avançam de forma gradual, mas a meta dos aposentados é clara:
“A gente vai negociando pouco a pouco para poder chegar no patamar que nós queremos, que é a derrubada dos 14%.”
Em resposta, o governo de Mato Grosso do Sul justifica a manutenção do desconto, alegando que o percentual é essencial para a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário e para o cumprimento das diretrizes da legislação federal.
Com a continuidade dos protestos, os aposentados reforçam seu compromisso com a luta por melhores condições e isenção total da contribuição previdenciária, enquanto as negociações seguem na expectativa de um acordo que atenda às demandas dos servidores. A mobilização, que já dura quase dois anos, demonstra a persistência dos aposentados em buscar justiça e transparência na gestão dos recursos públicos.

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