CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE
Lei municipal busca dar visibilidade ao Dia de Conscientização da Mielomeningocele
25/10/2022
13:15
ASSECOM
©DIVULGAÇÃO
Nesta terça-feira, 25 de outubro, celebra-se o Dia Municipal de Conscientização da Mielomeningocele, com objetivo de dar visibilidade à população sobre essa malformação congênita da coluna vertebral, que acomete os fetos entre o 18 e 21 dias de gestação. A Lei Municipal 9.346/19, de autoria do vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, busca informar quanto a necessidade de um diagnóstico precoce e acesso a tratamento especializado.
As causas da Mielomeningocele ainda não estão totalmente esclarecidas, porém a deficiência ácido fólico ou vitamina B9, responsável pela formação do cérebro e tubo neural, parece estar relacionada à ocorrência da Mielomeningocele, a forma mais grave dentre os tipos de Espinha Bífida. Na sessão ordinária desta terça-feira, dia 25, o vereador Dr. Jamal recordou a data e falou sobre essa medida preventiva.
“É uma má-formação do sistema nervoso central, mais conhecida como espinha bífida. Pode estar associada a falta da suplementação com ácido fólico antes e durante a gestação, associada a dieta regular com alimentos ricos em vitamina B9”, afirmou o vereador, lembrando da existência de vários casos diagnosticados em Campo Grande. É recomendável o uso de ácido fólico pelo menos três meses antes de engravidar como forma preventiva.
Sobre a Mielomeningocele – Outubro também é conhecido como o mês de conscientização da Espinha Bífida e Hidrocefalia. A Espinha Bífida é uma malformação que ocorre durante o desenvolvimento do feto nas primeiras semanas de gestação. Sua característica principal é a não fusão (disrafismo) de uma ou mais vértebras da coluna, podendo expor o seu conteúdo, tais como medula, meninges e nervos. Dependendo da extensão da lesão, as sequelas podem ser de leves a graves.
Cynthia Lescreck, mãe do Matheus Henrique, de 4 anos, nascido com Lipomielomeningocele (um dos tipos de espinha bífida) fala sobre a importância de divulgar essa malformação para iniciar o tratamento preventivo e a sua descoberta precoce, na gestação. O exame capaz de identificar a malformação é a ultrassonografia morfológica. Durante o pré-natal, é necessário que o obstetra faça a solicitação. Dependendo do tempo de gestação (antes das 27ª semanas), é possível realizar uma cirurgia intrauterina para correção da malformação. A gestante deve procurar orientação médica para verificar a possibilidade.
“Essa cirurgia tem sido a melhor escolha para o tratamento da Mielomeningocele, pois reduz consideravelmente as sequelas da malformação”, esclarece. Caso seja diagnosticada após às 27 semanas, a gestante deve buscar ajuda especializada e, além do obstetra, ter o acompanhamento de um neurocirurgião pediátrico para que seja realizada a cirurgia de correção nas primeiras horas de vida do bebê, caso necessário.
As sequelas dependem muito da localização e extensão da lesão, podendo ser leves ou mais graves. Exemplos: bexiga neurogênica, intestino neurogênico, hidrocefalia, pé torto congênito, síndrome de Arnold Chiari II, alterações motoras, entre outros.
“É necessário acompanhamento de vários especialistas durante toda a vida”, explica Cynthia, que é uma das representantes da ABSAM (Associação Brasileira Superando a Mielomeningocele) em Campo Grande e também faz parte do grupo de Mães e Mielos de Mato Grosso do Sul.
Para saber mais sobre o grupo é possível entrar em contato com Cynthia pelo whatsapp (67) 99139-5335.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Moraes agenda para 14 de abril interrogatório virtual de Eduardo Bolsonaro no STF
Leia Mais
Nelsinho Trad celebra cessão do Morenão ao Estado e aponta revitalização como marco para retomada do futebol em MS
Leia Mais
Junior Mochi pede aumento de vagas em curso de formação de sargentos da PM em Mato Grosso do Sul
Leia Mais
Inmetro amplia certificação do laboratório da Águas Guariroba e reforça controle sobre análises da água em Campo Grande
Municípios