Saúde / Atendimento
UTI do Hospital Cassems de Ponta Porã completa dois anos com recuperação acima de 93%
Unidade possui dez leitos, atendimento de alta complexidade e serviço de hemodinâmica para pacientes da região de fronteira
06/07/2026
15:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Cassems de Ponta Porã completou dois anos de funcionamento em julho, consolidando-se como uma das principais estruturas de atendimento de alta complexidade na região de fronteira de Mato Grosso do Sul. Desde a inauguração, a ala registra taxa de recuperação superior a 93% entre os pacientes internados.
O índice supera a média nacional informada pela instituição, de aproximadamente 84%, e reflete a combinação de atendimento multiprofissional, estrutura tecnológica e capacidade de resposta a casos graves.
Inaugurada em 5 de julho de 2024, a UTI conta com dez leitos equipados para receber pacientes com diferentes perfis clínicos, incluindo pessoas com infarto, acidente vascular cerebral, sepse, complicações pós-operatórias e outras condições que exigem monitoramento contínuo.
A implantação da unidade reduziu a necessidade de transferências emergenciais para hospitais de Dourados e Campo Grande, encurtando o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.
Em ocorrências cardiovasculares e neurológicas, essa rapidez pode ser decisiva para ampliar as chances de sobrevivência e diminuir o risco de sequelas.
Segundo o diretor técnico do hospital, Rodrigo Nunes, a estrutura permite atender desde quadros de menor gravidade até situações de alta complexidade.
“Aqui em Ponta Porã, nós atendemos pacientes de todos os perfis. Pacientes com infarto do miocárdio, com AVC, pacientes com sepse, que são infecções generalizadas, além de pacientes pós-operatórios que tenham risco de evoluir. Temos capacidade para atender alta e baixa complexidade”, afirmou.
Um dos principais diferenciais do Hospital Cassems de Ponta Porã é o serviço de hemodinâmica, implantado junto à ampliação da assistência hospitalar.
A estrutura permite a realização de procedimentos como cateterismo cardíaco e angioplastia com colocação de stents, fundamentais em casos de infarto e outras emergências vasculares.
O atendimento local favorece o aproveitamento da chamada hora de ouro, período em que a rapidez do diagnóstico e da intervenção influencia diretamente a recuperação do paciente.
A oferta desse serviço na própria região evita deslocamentos longos e amplia a segurança de quem necessita de tratamento imediato.
A UTI também foi planejada com características destinadas a tornar a internação menos traumática. Os leitos possuem janelas amplas, permitindo a entrada de luz natural e a percepção da passagem entre o dia e a noite.
Segundo a equipe do hospital, essa organização contribui para diminuir quadros de desorientação temporal, conhecidos como delirium, além de favorecer a recuperação e tornar o ambiente mais acolhedor para pacientes e familiares.
A ala leva o nome da professora Sonia Cintas, em reconhecimento à contribuição deixada por ela à comunidade e ao serviço público da região.
O Hospital Cassems de Ponta Porã é referência para mais de 8 mil beneficiários e dependentes distribuídos por diferentes municípios da região sul e de fronteira.
A unidade recebe pacientes de cidades como Aral Moreira, Sete Quedas, Amambai, Antônio João, Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho, Paranhos, Coronel Sapucaia, Caarapó, Eldorado, Naviraí, Itaquiraí, Juti, Jateí, Jardim, Rio Brilhante, Laguna Carapã, Fátima do Sul, Taquarussu, Guia Lopes da Laguna e outras localidades.
Além da UTI, o hospital dispõe de salas cirúrgicas modernizadas e estrutura para exames, procedimentos e acompanhamento de pacientes em diferentes níveis de complexidade.
A unidade opera 24 horas por dia, com equipe formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais especializados em cuidados intensivos.
Ao completar dois anos, a UTI reforça o papel de Ponta Porã como polo de atendimento hospitalar no interior de Mato Grosso do Sul.
A combinação de tecnologia, assistência humanizada e rapidez no atendimento permite que casos graves sejam tratados mais perto das famílias, fortalecendo a rede de saúde da fronteira e ampliando as possibilidades de recuperação dos pacientes.
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