Política / Justiça
Flávio Dino rejeita pedido da defesa e mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra
Ministro do STF afirmou não haver ilegalidade manifesta para conceder habeas corpus de ofício à influenciadora
24/05/2026
11:10
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou uma reclamação constitucional apresentada pela defesa de Deolane Bezerra contra a prisão preventiva da influenciadora. Na decisão, publicada neste domingo, 24 de maio, o magistrado afirmou não identificar ilegalidade que justificasse a concessão de liberdade por habeas corpus de ofício.
Deolane Bezerra é investigada em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi presa na quinta-feira, 21 de maio, durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil.
Ao analisar o pedido, Flávio Dino destacou que a reclamação constitucional não pode ser usada como forma de substituir recursos próprios ou pular etapas processuais nas instâncias inferiores.
“Não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício”, afirmou o ministro.
Dino também pontuou que, em caso de eventual descumprimento de decisão judicial, o caminho adequado seria a apresentação de recurso específico, e não o uso da reclamação constitucional.
“Nas hipóteses de descumprimento da decisão, a ferramenta a ser utilizada é o recurso, e não a reclamação”, registrou o ministro.
A defesa de Deolane Bezerra sustentava que a prisão seria ilegal porque a investigada tem uma filha menor de idade, circunstância que, segundo os advogados, poderia justificar a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, conforme precedentes da Corte.
O STF, no entanto, considerou elementos apontados na investigação, como suspeitas de lavagem de dinheiro associada ao crime organizado e possível risco de fuga. Segundo o processo, Deolane estaria na Itália antes da prisão.
Deolane Bezerra foi presa na manhã de quinta-feira, 21 de maio, no âmbito da Operação Vérnix, que também teve como alvos familiares de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como líder máximo do PCC.
De acordo com a investigação, a influenciadora é suspeita de integrar uma estrutura usada para lavar dinheiro da facção. A prisão ocorreu na mansão onde ela mora, em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.
Após a detenção, Deolane foi encaminhada ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Ainda na unidade policial, ela passou por audiência de custódia virtual.
A prisão preventiva, decretada pela 3ª Vara do Foro de Presidente Venceslau, foi mantida.
Segundo os investigadores, Deolane Bezerra passou a ser investigada após a polícia identificar transferências bancárias feitas por uma transportadora que teria sido criada pelo PCC para branqueamento de valores.
A apuração aponta que as transações não teriam sido justificadas por prestação de serviços advocatícios, mas tratadas como “fechamento” das contas mensais da empresa.
A defesa de Deolane, por sua vez, afirma que ela atuava no exercício da profissão. Na época, a advogada acompanhava o processo de Diogenes Gomes Barros, preso por roubo e identificado pela investigação como integrante do PCC.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Gerson Claro cobra tapa-buracos em Campo Grande e manutenção de ciclovia em Rio Verde
Leia Mais
“Trincheira da Liberdade” e “Equívocos e Fragilidades da Reforma Tributária do Consumo”: dois livros em prol da cidadania
Leia Mais
Comércio de Campo Grande poderá abrir no feriado de Corpus Christi mediante acordo com sindicato
Leia Mais
Gleice Jane destaca entrega de unidades odontológicas móveis para municípios de Mato Grosso do Sul
Municípios