Política / Partidos
Dagoberto troca o PSDB pelo PP e fortalece federação que mira até três vagas à Câmara por MS
Entrada do deputado federal reforça estratégia do bloco formado por Progressistas e União Brasil na disputa por espaço em 2026
30/03/2026
14:45
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O deputado federal Dagoberto Nogueira deixará o PSDB e oficializará filiação ao PP nesta terça-feira, 31 de março de 2026, em movimento que amplia o peso da federação formada por Progressistas e União Brasil na disputa pelas cadeiras da Câmara dos Deputados em Mato Grosso do Sul. A mudança foi confirmada por veículos locais nesta segunda-feira, na reta final da janela partidária.
A ida de Dagoberto ao PP ocorre após desgaste interno no PSDB, incluindo desentendimentos com o deputado federal Aécio Neves, quadro que acelerou sua saída do ninho tucano. A mudança também enfraquece ainda mais a estrutura tucana no Estado, que já vinha sofrendo baixas relevantes ao longo da janela partidária.
Com a filiação, o PP reforça o projeto de montar uma chapa federal competitiva dentro da federação com o União Brasil. No desenho apresentado pelo noticiário político estadual, o bloco passa a reunir nomes como Dagoberto Nogueira, o deputado federal Luiz Ovando, o secretário estadual Jaime Verruck, além da ex-deputada federal Rose Modesto e do deputado estadual Roberto Hashioka, ligados ao campo da federação.
A movimentação coloca a federação em disputa direta com o PL, que também tenta formar uma chapa robusta para a Câmara em 2026. No lado liberal, o partido já conta com os deputados federais Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, além de ampliar sua musculatura política com novas filiações estaduais durante esta janela.
O pano de fundo dessa reacomodação é a própria janela partidária de 2026, que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai de 5 de março a 3 de abril e permite a troca de legenda por deputados federais, estaduais e distritais sem perda de mandato. Esse período tem provocado forte reorganização das bancadas e das chapas proporcionais em Mato Grosso do Sul.
Na prática, a entrada de Dagoberto amplia a capacidade eleitoral da federação PP-União Brasil e fortalece o grupo político liderado, no Estado, pela senadora Tereza Cristina. A leitura predominante nos bastidores é de que o bloco passa a disputar em melhores condições a possibilidade de eleger até três deputados federais, em confro
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