Economia / Infraestrutura
Hashioka defende nova ponte sobre o Rio Paraná e aponta corredor bioceânico como eixo decisivo para o desenvolvimento de MS
Deputado afirma que ligação entre Mato Grosso do Sul e Paraná pode transformar Nova Andradina em nó logístico estratégico, ampliar a competitividade do agronegócio e fortalecer a integração regional
25/03/2026
11:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para defender a construção da nova ponte sobre o Rio Paraná, anunciada na semana passada, e destacar o impacto estratégico da obra para a logística regional e nacional. O pronunciamento foi feito durante a sessão ordinária desta terça-feira (24), com ênfase na conexão entre Mato Grosso do Sul e Paraná e na consolidação de um novo eixo de integração econômica.
A proposta prevê a ligação entre Porto São José (PR) e Mato Grosso do Sul, acompanhada da implantação de uma variante da BR-376 até Nova Andradina. Pelo desenho técnico inicial, o empreendimento inclui cerca de 32,4 quilômetros de rodovia nova, 19,2 quilômetros de adequações e 6,27 quilômetros de duplicações, além de interseções, faixas adicionais de ultrapassagem, pontes, viadutos e sistemas de drenagem. O projeto foi concebido para atender padrões de alto desempenho, dentro da Classe I-A do DNIT, voltados ao transporte pesado de cargas.
Segundo Hashioka, a obra representa uma intervenção estruturante, com potencial para alterar a dinâmica logística de toda a região. Em seu discurso, o parlamentar afirmou que a nova ponte e os trechos associados podem consolidar uma transformação importante não apenas para Mato Grosso do Sul e Paraná, mas para o país, ao criar um novo corredor de integração entre diferentes regiões e modais de transporte.
O deputado ressaltou que o empreendimento já avança na fase de estudos técnicos, considerados fundamentais para assegurar viabilidade, segurança operacional e eficiência. O pacote inclui levantamentos topográficos, geotécnicos, hidrológicos, ambientais e de tráfego, além de análises voltadas ao licenciamento e à adequação em áreas suscetíveis a inundações. A proposta também contempla exigências de conformidade técnica e ambiental para permitir a execução da obra com base em critérios de desempenho e sustentabilidade.
Na avaliação de Hashioka, o principal efeito direto da nova ligação deve recair sobre Nova Andradina, que tende a deixar uma posição periférica para assumir protagonismo logístico. Inserido em um corredor capaz de conectar Maringá (PR), o sul de Mato Grosso do Sul e a fronteira com o Paraguai, o município pode se consolidar como um nó logístico estratégico, articulando fluxos regionais, nacionais e internacionais.
Essa mudança de patamar, segundo o parlamentar, decorre da integração do novo eixo com a BR-267 e, por consequência, com a Rota Bioceânica, corredor que liga o Brasil aos portos do Pacífico por meio de Paraguai, Argentina e Chile. Com isso, as cadeias produtivas do Estado, especialmente as ligadas ao agronegócio, ganhariam em eficiência, prazo e competitividade, com redução de custos logísticos e maior rapidez no escoamento da produção.
O projeto foi pensado para atender um perfil de tráfego fortemente concentrado em caminhões pesados e bitrens, com foco na movimentação de safras como soja e milho. A expectativa é de que a melhoria da infraestrutura reduza perdas, amplie a capacidade operacional da malha viária e facilite o acesso a mercados internacionais, fortalecendo a posição do Estado nas rotas de exportação.
Além do impacto imediato sobre o transporte de cargas, a obra é vista como vetor de atração de investimentos privados. A criação de condições para instalação de indústrias, centros logísticos, armazéns e outros empreendimentos aparece entre os efeitos esperados, assim como a valorização imobiliária e a expansão urbana ordenada em municípios inseridos na nova rota. Para Hashioka, trata-se de uma intervenção com potencial de gerar oportunidades e fortalecer a economia do interior de forma mais equilibrada.
No aspecto operacional, o novo corredor deverá proporcionar maior fluidez ao tráfego, encurtamento do tempo de viagem e redução do custo operacional dos veículos. As duplicações e melhorias geométricas previstas no projeto também são apontadas como fatores capazes de elevar a segurança viária, com menor risco de acidentes e redução de conflitos entre veículos leves e pesados.
O parlamentar também destacou que a proposta incorpora diretrizes ambientais rigorosas, com exigência de licenciamento federal, estudos específicos e medidas mitigadoras, como passagens de fauna e gestão sustentável de recursos naturais. Em sua manifestação, Hashioka afirmou que a preocupação ambiental é legítima e necessária, mas ponderou que a execução do empreendimento e a elaboração dos projetos cabem aos órgãos competentes, e não ao Legislativo.
Em escala mais ampla, o deputado defendeu que a nova ponte e a ligação rodoviária associada poderão consolidar um eixo estruturante nacional, com reflexos sobre a interiorização do desenvolvimento, a integração entre regiões e o fortalecimento da logística de exportação brasileira. Para o Vale do Ivinhema, especialmente para Nova Andradina, a obra é tratada como oportunidade de reposicionamento econômico e de inserção em uma nova geografia regional de competitividade e investimentos.
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