Infraestrutura / Logística
Anteprojeto de ponte entre MS e Paraná avança e retoma articulação defendida por Hashioka desde 2013
Nova ligação sobre o Rio Paraná promete criar corredor estratégico entre Taquarussu e Porto São José, com impacto direto no escoamento da produção e na integração regional
23/03/2026
07:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O avanço do projeto da ponte sobre o Rio Paraná, ligando Mato Grosso do Sul ao Paraná, marcou um novo capítulo em uma discussão antiga sobre integração regional e logística interestadual. O anúncio oficial do anteprojeto ocorreu no último sábado, 21 de março, em São Pedro do Paraná, com a presença dos governadores Eduardo Riedel e Ratinho Junior, além de lideranças políticas e representantes do setor produtivo. A proposta prevê a ligação entre Taquarussu, em território sul-mato-grossense, e Porto São José, distrito de São Pedro do Paraná.
O deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil) participou do ato e destacou que o momento representa a retomada concreta de uma articulação iniciada há mais de uma década. Segundo ele, a defesa da obra começou ainda em 2013, quando era prefeito de Nova Andradina, com mobilização de prefeitos, lideranças regionais e entidades civis dos dois estados em favor da travessia. Essa atuação, conforme relatado pelo parlamentar, buscava consolidar a ponte como obra estruturante para o desenvolvimento do Vale do Ivinhema e do noroeste paranaense.
O anteprojeto apresentado ao poder público prevê investimento estimado em R$ 1,37 bilhão, travessia de aproximadamente dois quilômetros sobre o rio e prazo de execução de cerca de 48 meses após a emissão da ordem de serviço. A proposta foi entregue aos governadores pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) e passou a ser tratada oficialmente como um eixo estratégico de ligação entre o Centro-Oeste e o Sul do país.
A nova estrutura deverá abrir um corredor logístico alternativo para o transporte de cargas, com expectativa de redução relevante da distância até o Porto de Paranaguá. Fontes oficiais do Paraná apontam corte de cerca de 100 quilômetros no trajeto, enquanto outras estimativas divulgadas na cobertura regional indicam redução que pode chegar a 130 quilômetros, a depender da origem da carga e da rota atualmente utilizada. Em ambos os cenários, a tendência é de diminuição de tempo de viagem, combustível e custo operacional.
Na avaliação do governo sul-mato-grossense, o projeto fortalece a competitividade da produção regional e amplia a conexão de municípios do leste de Mato Grosso do Sul com os eixos rodoviários do Paraná. O impacto esperado alcança diretamente cidades como Taquarussu, Batayporã e Nova Andradina, além de beneficiar o agronegócio da região ao facilitar o escoamento de grãos, carnes e outros produtos destinados ao mercado interno e à exportação.
Além do efeito sobre a logística, a obra também é tratada como vetor de desenvolvimento para o turismo e para novos investimentos em infraestrutura e serviços no entorno da futura ligação interestadual. O discurso adotado pelas autoridades durante a entrega do anteprojeto reforçou a ideia de que a ponte poderá estimular uma nova rota de circulação econômica e de integração entre os dois estados.
Para Hashioka, o anúncio do anteprojeto simboliza o resultado de anos de insistência política e planejamento técnico. Engenheiro rodoviário e ex-chefe regional do antigo Dersul, o deputado sustenta que a travessia atende a uma demanda histórica e poderá redesenhar a dinâmica de mobilidade e desenvolvimento em uma faixa importante de Mato Grosso do Sul. Com a apresentação formal do projeto, a proposta deixa o campo da reivindicação política e passa a avançar dentro de uma agenda institucional voltada à execução da obra.
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