Economia / Assistência Social
Caixa encerra pagamento do Bolsa Família de fevereiro para beneficiários com NIS final 0
Programa alcança 18,84 milhões de famílias e movimenta R$ 13 bilhões no mês
27/02/2026
07:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Caixa Econômica Federal conclui nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, o pagamento da parcela de fevereiro do Programa Bolsa Família. Recebem hoje os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 0, encerrando o calendário regular do mês.
O valor mínimo do benefício permanece em R$ 600, mas, com os adicionais previstos na legislação, o valor médio pago em fevereiro chegou a R$ 690,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa atendeu 18,84 milhões de famílias, com investimento aproximado de R$ 13 bilhões.
Além do benefício base, o programa contempla três modalidades de complementação:
Benefício Variável Familiar Nutriz: seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses;
Acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes;
Complemento de R$ 50 por filho entre 7 e 18 anos;
Adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos.
O pagamento segue o modelo tradicional, realizado nos últimos dez dias úteis de cada mês, conforme o final do NIS. As informações sobre valores, datas e composição do benefício podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.
Em fevereiro, moradores de 171 municípios de oito estados receberam o benefício de forma unificada no dia 12, independentemente do final do NIS. A medida incluiu 122 cidades do Rio Grande do Norte, afetadas pela seca, além de municípios da Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1).
As localidades contempladas enfrentam situações de estiagem, chuvas intensas ou vulnerabilidade de comunidades indígenas.
Desde 2024, beneficiários do Bolsa Família não sofrem mais desconto do Seguro Defeso, conforme estabelecido pela Lei nº 14.601/2023, que reestruturou o programa. O Seguro Defeso é destinado a pescadores artesanais impedidos de exercer a atividade durante o período da piracema.
Em fevereiro, cerca de 2,51 milhões de famílias estavam enquadradas na chamada regra de proteção, mecanismo que permite a manutenção de 50% do benefício por período determinado quando há aumento de renda familiar, desde que cada integrante receba até meio salário mínimo.
A partir de 2025, o tempo de permanência na regra foi reduzido de dois anos para um ano, mas a alteração vale apenas para famílias que ingressaram na transição a partir de junho de 2025. Quem entrou até maio de 2025 mantém o direito de receber metade do benefício por dois anos.
O programa permanece como principal política de transferência de renda do Governo Federal, com foco na segurança alimentar e na redução da vulnerabilidade social.
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