Agronegócio / Política
Zé Teixeira alerta para apreensão do setor produtivo diante do cenário econômico e fundiário de 2026
Deputado aponta custos elevados, margens apertadas e insegurança jurídica como principais riscos para produtores de MS
20/01/2026
09:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Enquanto projeções nacionais indicam recordes de safra, a realidade enfrentada da porteira para dentro é marcada por cautela e apreensão. O alerta é do deputado estadual Zé Teixeira, reconhecido como um dos principais representantes do setor produtivo rural na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Ao analisar o cenário para 2026, o parlamentar defende o fortalecimento do produtor rural diante de custos elevados e da instabilidade jurídica que volta a preocupar regiões como a Grande Dourados e o Cone Sul do Estado.
O primeiro ponto de atenção levantado por Zé Teixeira é econômico. Com base em relatórios de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o deputado afirma que o produtor chega a 2026 descapitalizado, com margens de lucro cada vez mais apertadas.
“O cidadão comum ouve falar em safra recorde e acha que tudo está muito bem no campo. É um engano. Para 2026, o nosso desafio é sobreviver com margens apertadas. O custo para plantar e criar continua altíssimo, os juros dificultam o crédito e o preço da saca ou da arroba não acompanhou essa subida. Tem muito produtor pagando para trabalhar, e isso é insustentável”, afirmou.
Segundo o parlamentar, juros elevados, crédito restrito e a defasagem nos preços pressionam a atividade, colocando em risco a sustentabilidade econômica de milhares de produtores rurais.
Na questão fundiária, o cenário também inspira preocupação. A indefinição no Supremo Tribunal Federal sobre o Marco Temporal tende a se arrastar para 2026 e, na avaliação do deputado, estimula novos conflitos no campo.
Com conhecimento da realidade de municípios como Dourados e Caarapó, Zé Teixeira defende atuação firme do Legislativo estadual e ações enérgicas de segurança pública, diante da lentidão das decisões em Brasília.
“Não podemos aceitar que, em pleno 2026, Mato Grosso do Sul viva sob a lei do medo. A indefinição do Marco Temporal virou combustível para invasões. Não existe diálogo com terra invadida. O direito de propriedade é cláusula pétrea da Constituição”, declarou.
Com décadas de atuação parlamentar, Zé Teixeira consolidou-se como porta-voz do setor produtivo dentro da Assembleia Legislativa. Para 2026, ele afirma que seguirá vigilante contra projetos e ações que prejudiquem o agro e ameacem a segurança no campo.
“O agro não para. Trabalhamos todos os dias. A defesa do setor também não pode parar. Seja na luta por pontes e estradas para escoar a produção ou na tribuna contra invasões, o produtor sabe que aqui tem um parceiro de todas as horas”, concluiu.
📌 Em síntese: apesar das projeções positivas de safra, o setor produtivo entra em 2026 sob pressão econômica e incertezas jurídicas, exigindo, segundo o deputado, ações firmes do poder público para garantir segurança, rentabilidade e estabilidade no campo.
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