Economia / Emprego
Desemprego em queda contrasta com dificuldade de preencher vagas em MS
Estado encerrou 2024 com mais de 24 mil postos abertos; falta de qualificação e barreiras sociais são principais entraves
06/09/2025
08:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Mato Grosso do Sul tem alcançado avanços na geração de emprego e figura entre os estados com menores taxas de desocupação do país. No entanto, persiste um desafio estrutural: a dificuldade de preencher vagas disponíveis, mesmo quando os salários superam o mínimo nacional. Segundo a Funtrab (Fundação do Trabalho de MS), o Estado encerrou 2024 com 24.280 oportunidades não preenchidas.
Especialistas apontam como principais fatores:
Falta de mão de obra qualificada, especialmente em setores estratégicos;
Baixa escolaridade entre jovens, que dificulta a entrada no mercado formal;
Barreiras enfrentadas por mulheres, que conciliam cuidados familiares com a busca por empregos formais;
Programas sociais robustos, que, apesar de essenciais, em alguns casos reduzem o interesse imediato pelo ingresso em funções formais de baixa remuneração.
Em 2024, MS destinou R$ 451,1 milhões a iniciativas como Mais Social, Conta de Luz Zero, Cuidar de Quem Cuida e Supera MS — o maior investimento per capita do país em programas sociais: R$ 163,60 por habitante.
O tema foi destaque no 1º Fórum Estadual de Gestores do Trabalho, Emprego e Renda, realizado em Campo Grande nesta sexta-feira (5).
O diretor do Ministério do Trabalho, Tiago Motta, ressaltou a necessidade de integração de políticas públicas:
“Não basta abrir vagas; é preciso oferecer condições para que as pessoas estejam aptas a ocupá-las. Isso significa investir em qualificação, juventude e políticas de inserção de forma articulada.”
O secretário estadual Jaime Verruck destacou as dificuldades enfrentadas por dois grupos em particular:
Jovens sem base escolar, que ficam à margem do mercado formal;
Mulheres capacitadas, que esbarram na falta de políticas de apoio à conciliação entre trabalho e família.
O programa Qualifica MS já alcança quase metade dos estudantes do ensino médio, com formação técnica integrada.
Estruturas de apoio a mulheres buscam ampliar sua participação em atividades produtivas sem sobrecarregar responsabilidades familiares.
A Funtrab reforça a interiorização das ações com as Casas do Trabalhador, aproximando vagas e candidatos.
Para a diretora-presidente da Funtrab, Marina Dobashi, os resultados já são visíveis:
“Estamos colhendo frutos de uma estratégia planejada, envolvendo tanto o relacionamento com o setor produtivo quanto a interiorização das ações.”
O presidente da Fecomércio MS, Edison Ferreira de Araújo, reforçou a importância da qualificação contínua:
“Vivemos um momento de expansão, mas só há verdadeiro desenvolvimento quando as pessoas estão preparadas para aproveitar essas oportunidades.”
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