Campo Grande (MS), Sábado, 30 de Agosto de 2025

Famosos / Luto

Luis Fernando Verissimo morre aos 88 anos em Porto Alegre

Autor de mais de 70 livros, colunista e criador de personagens icônicos, escritor deixa legado no humor, na crônica e na literatura brasileira

30/08/2025

06:45

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O Brasil perdeu um de seus maiores escritores neste sábado (30). Luis Fernando Verissimo, filho do também consagrado romancista Érico Verissimo, faleceu aos 88 anos em Porto Alegre (RS), onde estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto. A causa da morte foram complicações decorrentes de uma pneumonia, segundo nota da instituição.

Carreira e obra

  • Iniciou no jornal Zero Hora, em 1966, como revisor, e depois atuou como tradutor no Rio de Janeiro.

  • Publicou o primeiro livro, “O Popular”, em 1973.

  • Ao todo, lançou mais de 70 obras, com 5,6 milhões de exemplares vendidos.

  • Escreveu para jornais como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora.

  • Criou personagens marcantes como Ed Mort, O Analista de Bagé e A Velhinha de Taubaté.

  • Levou sua literatura para a TV com “Comédias da Vida Privada” (Globo, anos 90) e foi roteirista da TV Pirata.

Vida pessoal e paixões

Discreto e tímido, Verissimo mantinha hábitos simples em Porto Alegre, na mesma casa adquirida pelo pai em 1941. Apaixonado por jazz e saxofone, cultivava sua paixão pela música tanto quanto pela literatura.

Outro grande amor foi o futebol – e especialmente o Internacional, clube para o qual escreveu a obra “Internacional, Autobiografia de uma Paixão”. Cobriu Copas do Mundo desde 1986 e imortalizou em crônicas conquistas históricas do clube gaúcho, como o Mundial de 2006.

Família e despedida

O escritor deixa a esposa, Lúcia Helena Massa, três filhos e dois netos. O velório será realizado no Salão Nobre Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do RS, a partir das 12h deste sábado.

Legado

Verissimo transformou o humor em ferramenta crítica e popularizou a crônica como gênero literário. Com estilo leve e irônico, construiu uma das trajetórias mais sólidas da literatura nacional, sempre lembrado por sua frase sobre timidez:

“Não sou eu que falo pouco, os outros é que falam muito.”


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