Campo Grande (MS), Domingo, 14 de Junho de 2026

Campo / Conflito

Famasul cobra investigação após invasão e destruição de fazenda em Sidrolândia

Entidade afirma que sede, estruturas, maquinários e animais foram atingidos durante ação em propriedade rural alvo de disputa fundiária

14/06/2026

15:00

DA REDAÇÃO

Policiais e equipes da Funai durante operação em fazenda de Sidrolândia (Foto: Cimi)

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) divulgou nota de repúdio neste domingo, 14 de junho, após a invasão e destruição de estruturas da Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, município localizado a 71 quilômetros de Campo Grande. Segundo a entidade, a propriedade rural foi invadida na noite de sábado por um grupo de indígenas.

De acordo com a Famasul, a ação resultou no incêndio da sede e de outras instalações da fazenda. A federação também afirma que houve subtração de maquinários, insumos agrícolas, cavalos e cabeças de gado, além da destruição de parte da infraestrutura da propriedade pelas chamas.

A entidade informou ainda que árvores teriam sido derrubadas e usadas como barricadas para dificultar o acesso das forças policiais à área. A federação sustenta que a Fazenda São Sebastião foi adquirida legalmente pelo proprietário e que a área é objeto de processo judicial em tramitação há anos, atualmente em fase demarcatória.

Na nota, a Famasul defende que o direito à propriedade privada é garantido pela Constituição Federal e cobra segurança jurídica para os produtores rurais. A instituição também afirma que conflitos fundiários têm provocado prejuízos materiais e psicológicos a famílias do campo, muitas vezes sem ressarcimento pelas perdas registradas.

A federação pediu atuação firme da Justiça, das forças de segurança e dos órgãos competentes para apurar o caso, identificar os responsáveis e adotar as medidas legais cabíveis. Para a entidade, atos de violência contra propriedades rurais não podem ser tolerados, independentemente da origem ou da identidade dos envolvidos.

O caso deve ampliar a pressão sobre autoridades estaduais e federais em torno dos conflitos fundiários em Mato Grosso do Sul, especialmente em áreas sob disputa ou em fase de análise demarcatória. A apuração oficial deverá esclarecer a extensão dos danos, as circunstâncias da invasão e as responsabilidades pelo episódio.


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