Campo Grande (MS), Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

Justiça / Política

Justiça determina penhora de bens de Carla Zambelli por uso irregular de foto de Boulos

Ex-deputada foi condenada a pagar R$ 17,7 mil por utilizar imagem feita pelo fotógrafo Peter Leone sem autorização nem pagamento de direitos autorais

20/05/2026

07:30

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de bens da ex-deputada federal Carla Zambelli em uma ação na qual ela foi condenada pelo uso indevido de uma fotografia do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP). A decisão foi publicada na segunda-feira (18) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

A indenização foi fixada em R$ 17,7 mil. Como a dívida não foi quitada, a Justiça autorizou a penhora de um imóvel localizado em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo.

No despacho, o juiz Ricardo Kuei Hsu, da Vara do Juizado Especial Cível de Itaquera, determinou que o oficial de Justiça relacione os bens encontrados no local, mesmo que entenda que eles não possam ser penhorados. Os itens serão avaliados e poderão ser levados a leilão.

O caso teve origem em 2021, quando Carla Zambelli publicou críticas a Guilherme Boulos e utilizou uma imagem produzida pelo fotógrafo Peter Leone. Segundo o processo, a então parlamentar não pagou pelos direitos autorais nem obteve autorização do profissional para usar a fotografia.

A defesa do fotógrafo afirmou que Zambelli “usurpou trabalho alheio”. Já a ex-deputada alegou que Peter Leone teria cedido a imagem a um banco de imagens e que, por isso, poderia utilizá-la sem pagamento.

A justificativa foi rejeitada pela Justiça paulista. No entendimento do tribunal, Carla Zambelli não comprovou no processo que a fotografia havia sido disponibilizada para uso livre de direitos autorais.

Zambelli está presa na Itália desde 2025

Carla Zambelli está presa na Itália desde 2025 e responde a um processo de extradição. Ela deixou o Brasil após ser condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e falsidade ideológica.

No mesmo processo, também foi condenado o hacker Walter Delgatti Neto, que afirmou ter sido contratado por Zambelli para acessar o sistema do CNJ e inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

A ex-deputada também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em outro processo, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O caso se refere ao episódio em que ela perseguiu, armada, um homem após uma discussão política em São Paulo.


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