Cidades / Investigação
Rudi Fiorese é preso em operação que apura contratos de tapa-buracos em Campo Grande
Ex-secretário da Sisep e atual diretor-presidente da Agesul está entre os sete presos em ação do MPMS nesta terça-feira
12/05/2026
09:00
DA REDAÇÃO
Rudi Fiorese em entrevista ao Campo Grande News quando era secretário de obras
O ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Rudi Fiorese, foi preso na manhã desta terça-feira, 12 de maio de 2026, durante uma operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação apura contratos relacionados a serviços de tapa-buracos e manutenção de vias públicas na Capital.
Ao todo, sete pessoas foram presas na ofensiva. Até o momento, o MPMS ainda não divulgou oficialmente o nome da operação, os crimes investigados nem a identidade dos outros seis presos.
Rudi Fiorese comandou a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) entre 2017 e 2023, período que abrange parte das gestões do ex-prefeito Marquinhos Trad e da atual prefeita Adriane Lopes. Ele deixou a pasta cerca de um ano depois de Adriane assumir a Prefeitura de Campo Grande.
A prisão ocorreu em um apartamento no Edifício Solar das Garças, localizado na Rua das Garças, região central de Campo Grande, onde o ex-secretário mora. Segundo relatos de moradores, cerca de quatro viaturas descaracterizadas chegaram ao condomínio por volta das 6h, com aproximadamente oito agentes do Gecoc.
Ainda conforme vizinhos, os agentes entraram no prédio sem identificação visual imediata, o que causou estranhamento inicial entre os moradores. Por volta das 9h, as equipes deixaram o apartamento. Um dos policiais envolvidos na operação entrou com uma caminhonete na garagem do edifício e saiu poucos minutos depois.
Apesar de ter sido preso por fatos ligados à sua atuação anterior na Sisep, Rudi Fiorese ocupa atualmente o cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), órgão vinculado ao Governo de Mato Grosso do Sul e responsável pela execução e fiscalização de obras públicas estaduais.
Ele assumiu a direção da Agesul em fevereiro deste ano, depois de anos atuando como servidor comissionado. A função atual de Fiorese, no entanto, não seria o foco da apuração, segundo informou a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).
Em nota, a Seilog afirmou que tomou conhecimento da operação e destacou que a investigação trata de contratos do Município de Campo Grande, referentes ao período em que Fiorese atuou na Secretaria de Obras da Capital.
A pasta também informou que não é alvo da investigação e que acompanha o andamento do caso. Segundo a secretaria, o governo estadual está comprometido em adotar as medidas necessárias para garantir lisura e transparência na administração pública.
Além da prisão de Fiorese, equipes do Gecoc cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da Sisep, localizada no Jardim Monumento. No local, foram recolhidos documentos, processos e arquivos ligados aos setores de tapa-buracos e manutenção de vias não pavimentadas.
A movimentação começou nas primeiras horas da manhã e impediu a entrada de servidores no prédio da secretaria antes do início do expediente. A ação mobilizou equipes do Ministério Público em diferentes pontos de Campo Grande.
Até a divulgação das primeiras informações, o MPMS não havia informado se os demais presos são empresários, servidores públicos ou representantes de empresas contratadas pelo município. Também não foi esclarecido se a investigação envolve apenas contratos de gestões anteriores ou se alcança períodos mais recentes da administração municipal.
O ex-prefeito Marquinhos Trad e a prefeita Adriane Lopes foram procurados pela imprensa, mas não atenderam aos telefonemas até o fechamento da apuração original.
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