Política / Capital
Carlão cobra resposta da Prefeitura para iluminação pública e critica falhas na aplicação da Cosip
Vereador afirma que Campo Grande tem recurso disponível para o setor, mas sofre com falta de execução e demora na troca de lâmpadas
23/04/2026
13:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), cobrou nesta quinta-feira (23) uma resposta mais rápida da Prefeitura de Campo Grande e da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) diante das queixas sobre a precariedade da iluminação pública na Capital.
Durante a 20ª sessão ordinária da Câmara Municipal, o parlamentar afirmou que, diferente de outras áreas em que a limitação orçamentária dificulta a execução dos serviços, a iluminação pública conta com arrecadação própria por meio da Cosip (Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública), mas ainda enfrenta problemas de gestão e lentidão no atendimento.
Segundo Carlão, a reclamação de moradores e empresários tem sido constante, principalmente por causa de ruas e avenidas com lâmpadas queimadas e trechos completamente escuros. O vereador citou como exemplos a região da saída para Cuiabá e o bairro Nova Lima, onde, segundo ele, a falta de iluminação tem ampliado a sensação de insegurança.
“O que está faltando é competência para trocar essas lâmpadas ou autorizar as empreiteiras a fazerem o serviço. Dinheiro tem, e inclusive estão usando 30% desse recurso para outros fins porque está sobrando”, afirmou o parlamentar.
De acordo com o vereador, fotos enviadas por moradores mostram vias inteiras sem iluminação, o que reforça a cobrança por providências imediatas. Para ele, não faz sentido a população continuar pagando a taxa enquanto o serviço não chega de forma eficiente aos bairros.
Outro ponto levantado por Carlão foi a situação administrativa da Sisep. O vereador criticou a indefinição no comando da secretaria e pediu à prefeita Adriane Lopes que resolva a titularidade da pasta, atualmente conduzida de forma interina.
Na tribuna, ele também defendeu mais autonomia para o secretário-adjunto, Paulo Eduardo Cançado Soares, e para o engenheiro civil Mehdi Talayeh, servidor de carreira citado pelo parlamentar como nome técnico capaz de ajudar a dar mais agilidade às demandas da população.
Para Carlão, o problema não está na falta de dinheiro, mas na ausência de gestão eficiente para aplicar os recursos já existentes. Ao comparar a situação da iluminação com outras áreas da infraestrutura urbana, ele argumentou que, no caso da Cosip, o município dispõe de verba suficiente, mas não consegue dar resposta nem mesmo a demandas básicas, como a substituição de lâmpadas queimadas.
“Uma coisa é precisar de R$ 15 milhões e só ter R$ 6 milhões, como no asfalto. Na Cosip é diferente, você tem o recurso e não consegue trocar uma lâmpada queimada. Isso é falta de gestão”, concluiu.
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