Política / Manifestação
Caminhada em apoio a Bolsonaro registra baixa adesão em Campo Grande
Ato convocado em apoio ao deputado Nikolas Ferreira reuniu poucos manifestantes neste domingo (25), na Praça do Rádio Clube
25/01/2026
10:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Caminhada por Justiça e Liberdade, convocada em apoio ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a pautas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, teve baixa adesão em Campo Grande neste domingo (25). A concentração ocorreu a partir das 9h, na Praça do Rádio Clube, mas reuniu um número reduzido de participantes.
Na Capital, o ato seguiu pela Avenida Afonso Pena até a sede do Ministério Público Federal (MPF). Diferentemente de mobilizações anteriores, o movimento foi considerado tímido. Instantes antes do posicionamento do carro de som, a quantidade de apoiadores presentes não chegou a ocupar a via, como já ocorreu em outras manifestações do mesmo grupo político.
Durante o trajeto, parte dos manifestantes permaneceu na praça, enquanto outros acompanharam o carro de som. Um terceiro grupo optou por seguir em veículos, o que gerou incômodo entre participantes que defendiam que o ato fosse realizado integralmente a pé.
Os apoiadores, muitos deles enrolados em bandeiras de Israel e dos Estados Unidos, foram escoltados pela Polícia Militar e acompanhados por equipes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).
Assim como em outras cidades do país, as principais reivindicações giraram em torno da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e críticas a decisões adotadas pelo Poder Judiciário.
Em entrevista ao Correio do Estado, o vereador André Salineiro (PL) afirmou que o ato em Campo Grande foi organizado porque muitas pessoas não conseguiram participar da mobilização em Brasília. Segundo ele, manifestações semelhantes ocorreram em outras capitais.
“Isso aqui é uma vontade do povo. A gente vai caminhar com respeito às instituições, sim, porém com coragem para dizer que o povo não abre mão da sua liberdade, não abre mão da sua Constituição e não abre mão do seu direito de se posicionar”, declarou Salineiro.
Após a execução do Hino Nacional, o grupo fez um breve ensaio do coro que puxaria a caminhada. Entre os presentes estava o corretor de imóveis Luiz Carlos Pereira, de 62 anos, que afirmou participar do ato motivado pelo que chamou de “despertar do povo brasileiro”, a partir da convocação feita por Nikolas Ferreira.
“O chamado é ‘Acorda Brasil’. É chamar o povo para despertar. Ficar em casa enquanto o país entra em caos por causa desses políticos e desse Supremo Tribunal Federal tem que mudar”, afirmou.
Outro manifestante, Rogério, de 72 anos, produtor do setor agropecuário, demonstrou expectativa de que o movimento ganhe força ao longo do dia, especialmente com a concentração nacional prevista em Brasília, na Praça do Cruzeiro, a partir das 11h (horário de Mato Grosso do Sul).
“Estamos aqui em prol da justiça, apoiando todas as pautas que estão sendo reivindicadas, esperando um Brasil melhor”, disse.
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