Política / Justiça
Petistas resistem à proposta de redução de penas para condenados do 8 de Janeiro
Mesmo após sinalização de Lula, bancada avalia que medida beneficiaria Bolsonaro e militares do núcleo da trama golpista
19/09/2025
16:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A proposta do PL da Dosimetria, apresentada pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), enfrenta resistência não apenas entre bolsonaristas que defendem anistia ampla, mas também dentro do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo caciques petistas na Câmara dos Deputados, não há como o partido votar a favor de uma redução de penas que beneficiaria diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os militares já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista de 8 de janeiro de 2023.
Embora Lula tenha sinalizado ao PDT que não se opõe à redução de penas, incluindo para Bolsonaro, parlamentares petistas avaliam que o partido não pode “carimbar” uma medida que enfraqueceria a responsabilização judicial dos envolvidos.
Essa resistência pode atrapalhar os planos do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), principal articulador da substituição da anistia ampla por uma redução de penas como solução intermediária.
Atualmente, a federação PT-PCdoB-PV soma 80 deputados, que, junto aos 88 parlamentares do PL, contrários à dosimetria por defenderem anistia total, criam um obstáculo político relevante para o avanço do projeto.
O acordo para transformar a proposta em “PL da Dosimetria” foi costurado em encontro entre Paulinho da Força, o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), na noite de quinta-feira (18/9). A reunião contou ainda com participação remota de Hugo Motta e consultas telefônicas a ministros do STF, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
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