POLÍTICA
“Crueldade”, diz Marquinhos após prestar depoimento sobre denúncias de assédio
Após 4 horas de depoimento, Marquinhos, acompanhado pelo primo advogado, falou com a imprensa em frente à Deam
18/10/2022
15:00
CAMPOGRANDENEWS
Viviane Oliveira e Ana Beatriz Rodrigues
Marquinhos, ao lado do primo advogado José Belga Trad, durante entrevista em frente à delegacia ©Paulo Francis
Depois de 4 horas de depoimento na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), nesta terça-feira (18), o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), investigado por assédio sexual, disse que as denuncias foram armação política e o tempo vai mostrar a verdade.
“Umas das maiores armações políticas institucionais e estatais que esse Estado já viu, infelizmente refletiu nas urnas e o tempo vai mostrar que foi uma verdadeira crueldade que fizeram. Logo vocês vão ficar sabendo. Vai ter a manifestação dos órgãos de controle e vocês vão saber. Aliás, hoje só existe 3 das vinte denúncias”, disse Marquinhos a jornalistas em frente à delegacia. O ex-prefeito estava acompanhado pelo seu primo advogado, José Belga Trad.
Segundo Marquinhos, as suas duas advogadas, Andrea Flores e Rejane Alves Arruda, que acompanham o processo, não puderam comparecer. “Uma está em Brasília e a outra faz parte de banca de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Pediram para adiar para a sexta-feira (21) ou na próxima semana, mas ela [a delegada] negou e disse que tinha que ser hoje. Aí eu vim”.
Indagado sobre os prints de vídeos que mostram conversas do ex-prefeito assediando uma mulher, Marquinhos afirma que a imagem se trata de uma montagem. “Foi comprovado pela Justiça e já arquivado: montagem”, afirmou. Dos 12 casos em que o ex-prefeito foi denunciado este ano, alguns foram arquivados e três inquéritos trancados por determinação judicial.
A investigação foi aberta após as primeiras denúncias, feitas por quatro mulheres: duas de 32 anos, outra de 31, e uma mais jovem, de 21 anos. Marquinhos Trad admitiu relações extraconjugais, mas negou crime, dizendo ser vítima de “armação política” de adversários para prejudicá-lo como candidato ao Governo.
A delegada Maíra Pacheco Machado, que comanda as investigações, não deu entrevista, porque o inquérito ainda está em sigilo. “Mas está sendo finalizado”, adiantou.
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